quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Latinoamericanas





A imagem é sombra e luz. É cor, sonho ou fantasia. Composição apurada e procura de elegância. É triste, azul, sombria. Brilha, ofusca, cega.

É faca afiada, memória apurada, alegria sem fim.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Siempre

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Ilhéus - Praça do Teatro




Os turistas caminham perdidos pelas ruas. Baianos, quase todos pretos, quase todos haitianos, sempre pobres e sempre baianos, oferecem aos turistas seus produtos. Castanhas, amendoim, saltos mortais e poses para fotos.

Tomo um café e penso em você.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

In ludo



A mesma imagem, o mesmo jogo.

Urânio Enriquecido


Com quantos quilos de urânio enriquecido se faz a poesia latinoamericana?

A poesia latinoamericana deveria ocupar uma cadeira no Conselho de Segurança da ONU.

Poesia que se preza atira para matar. Em vez de palavras, urânio enriquecido, petróleo e armas químicas. Ciranda Cirandinha, vamos todos bombardear.

Enquanto escrevo essas palavras construo, ao mesmo tempo, uma imagem à minha semelhança e à de Lady GaGa. Vejo o seu lindo clip Bad Romance e percebo o design maluco dos sapatos criado por esse estilista inglês que se enforcou hoje de manhã. Li nos Twitters as notícias e a que mais me comoveu foi a da modelo checa Karolina Kurkova. - “Descanse em paz Alexander McQueen". Karolina ConMovie.

A Karolina Kurkova ocupa meu imaginário desde que acendi umas velas pensando em ti, naquela mesma estranha igreja, lá na Liberdade.

Aquele pequenino anel que tu me deste, – era vidro e se quebrou…

Uma das obras maiores de Alexandre McQueen, esse já defundo e criativo artista, pode ser vista nos pés de Lady GaGA. Lady Gagárin Petro Dólares Kilombo de Pal-Mares assustadores pequenos mundos de taras ocultas.

A imagem sempre foi assunto proibido. Essa imagen de Ilhéus que você vê, caro leitor, é um desses jogos de linguagens que as imagens permitem.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Metrô Liberdade



Os lugares são imagens e memórias. Quando subo as escadas da estação Liberdade, do metrô em São Paulo, sou invadido por uma sensação de estranho estranhamento, se é que se pode dizer as coisas dessa maneira.

Ali, naquela esquina, cruzam mundos, pessoas, almas, angústias e muitas esperanças. As cidades são assim, sempre cheias desses lugares tão importantes para as pessoas. Uma rua, uma esquina, um café, uma certa árvore, um certo dia.

Nessa esquina mágica continuo vivendo as lembranças que guardo em mim. O teu nome não será mais pronunciado, não sei como esquecer o teu olhar nem o meu desejo. Mas continuo olhando o outro lado da rua, sempre na esperança de ter ver passar.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

São Paulo, 3 de fevereiro


São Paulo é uma cidade nervosa que inunda minha alma. Do vão do Masp vejo Victor Brecheret e compro um guarda chuva para atravessar a avenida. Dia 2 de fevereiro, dia de festa no mar, quero ser o primeiro a saudar Iemanjá, e lembrar da Bahia e de Caymmi na dobra do teu vestido. Espero teu olhar na esquina da Augusta e pergunto pelos Campos, pelos irmãos, pela festa da memória registrada nesses peixes pósluidos.

Dia 3 de fevereiro, dia de festa para meu olhar.