terça-feira, 25 de agosto de 2009

Lethe


Bebo tuas águas e nelas tomo banho todos os dias.
Atravesso teus afluentes e navego pela negra noite do teu sentido.
Meus olhos são testemunhos do meu desejo, das galáxias do teu corpo de pura memória.
Para sempre inscrita na alma, a tua lembrança vive em mim.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

O poema - dizer genuíno


En la esquina de las flores
Tus pies tocaran los míos
Toques de nieblas y deseos
Cantos de presencias robadas

Se la música era otra
Las palabras hechicerías?
Entrañas paisajes
Preciosas imágenes de días sin fin

Despierta, la primavera despierta
En olores profundos y seductoras margaritas
Son perolas, esféricas y sutiles
De pensamientos y poemas
Dolores y maracuyá

Son los griegos y troyanos
Los troyanos y los baianos
Una corona en el rey
Una flor en la cama
El dulce alimento de la alma de Iriza

En los espacios rellenados
El disfrute de los sabores
Quizá el dulce miel de un dios
Quizá el propio veneno
De uno o del otro
La palabra no dicha lejos se escucha
E:G

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Notas


Palavras amarradas ao papel e desenhadas com esmêro.
O direito de publicar, em silêncio, o silêncio.

Nenhuma música traduz a melodia do meio dia. Vejo passar uma banda, um bando de passáros, um monte de pessoas iguais entre si, gripadas entre si, mortas entre si.

Escondo o desejo no silêncio e amarro ao papel a palavra desenhada com esmêro.
Levantar o véu que cobre o teu rosto é desnudar a palavra e o capricho. Olhar teus olhos rasos d’água é cobrir, mais uma vez, a saudade, a memória e a lembrança da primavera.

A primavera é uma flor desenhada com carinho na folha verde do desejo.

Se “a teoria é uma variedade do serviço doméstico” é porque tudo ficou pequeno.
Evocar o Zaratrusta é quase higiênico nesses dias de suína gripe:
“... ando por esse povo mantendo os olhos abertos: eles se tornaram menores e ficam cada vez menores...
.... alguns deles querem; quanto à maioria, porém, outros querem por eles..
... são redondos, corretos e bons uns com os outros, assim como grãos de areia são redondos, corretos e bons com grãos de areia”.

Em tempos de suínas gripes e coléras sem amor prevalecem as pequenas felicidades resignadamente domésticas.